Think Process Conversa de 30 min

Think Process · SAP APO em 2027

SAP APO, IBP e PP/DS

O que acontece com o sequenciamento quando o SAP APO sair de manutenção em 2027?

A manutenção principal do SAP APO termina em 31 de dezembro de 2027. O planejamento de médio prazo pode ir para o SAP IBP, mas o sequenciamento fino não vai junto: ele vai para o PP/DS, dentro do S/4HANA, num projeto à parte.

Então, quem sequencia no APO hoje tem duas migrações pela frente, e não uma. Nas duas, alguém vai ter que dizer ao sistema novo quais são as regras da linha.

Qual é a data, e de onde ela vem?

A SAP anunciou em 4 de fevereiro de 2020 que a manutenção principal do Business Suite 7 vai até o fim de 2027. Depois disso existe a manutenção estendida, opcional, até o fim de 2030, com dois pontos percentuais a mais sobre a base de manutenção. O SAP Supply Chain Management 7.0, que é onde o APO roda, está na lista de aplicações desse anúncio.

A Arkieva, que vende software de planejamento, resumiu a situação em 27 de julho de 2026: a manutenção principal do APO termina em 31/12/2027, e estender o suporte depois disso custa mais e exige o compromisso de comprar o S/4HANA.

Por que o sequenciamento não vai para o IBP?

Porque o IBP cuida do planejamento de médio e longo prazo: S&OP, demanda, suprimento. A ordem dos lotes na linha, hora a hora, fica no PP/DS (planejamento de produção e programação detalhada), que desde 2018 existe embutido no S/4HANA, segundo a Implement Consulting Group em texto de 15 de abril de 2024.

A Arkieva diz a mesma coisa com outras palavras: o PP/DS não vai para o IBP, vai para o S/4HANA. Para quem depende do sequenciamento do APO, a migração do planejamento vira um projeto paralelo de ERP.

O que isso muda para uma fábrica farmacêutica?

O PP/DS, como qualquer motor de sequenciamento, chega vazio. Ele precisa saber quanto tempo leva cada troca, qual produto não pode vir depois de qual, quantos lotes cabem numa campanha antes da limpeza, quanto tempo o granel pode esperar. Normalmente essas regras não estão no APO. Estão no Excel de quem planeja e na cabeça dos mais velhos.

Então, o risco não é a data. É parametrizar o sistema novo com o que ninguém escreveu. O projeto de migração pergunta, alguém responde de memória, e o número chutado vira dado mestre. Depois da virada, corrigir vira pedido de mudança com fila.

O que dá para fazer antes de 2027?

  1. Escrever as regras da linha mais crítica, cada uma com texto, origem, quem validou, data e versão.
  2. Montar a matriz de troca com as transições que acontecem de verdade, tiradas do histórico de ordens.
  3. Escrever as restrições regulatórias (campanha, limpeza, hold time) do jeito que a Qualidade validou.
  4. Medir as horas de troca do plano atual, para ter a linha de base antes da mudança.
  5. Deixar tudo num formato que qualquer sistema lê: tabela, planilha, arquivo. Nada disso depende do APO nem do S/4HANA.

Nada disso mexe no SAP. Entra extração, sai arquivo. Quando o projeto do S/4HANA chegar, as regras já estão escritas e validadas pela fábrica, e a parametrização parte delas. É o que eu faço no Processo Instalado, começando pela área onde mais dinheiro vaza, de três a seis semanas.

E se a empresa pagar a manutenção estendida até 2030?

Ganha três anos, com custo maior. As regras continuam onde estão: na cabeça de quem planeja. Então, a mesma pergunta volta em 2030, com o risco de a pessoa que sabe as regras já ter saído.

De onde vêm os fatos desta página?

Fontes consultadas em 26/09/2026.

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